
A informação está na Folha de S.Paulo desta segunda-feira, em reportagem de Felipe Bächtold. Ele conta que muitos estados brasileiros estão apertando os seus Orçamentos só para pagar benefícios atrasados desde os anos 90 a juízes. As dívidas são altíssimas, revela o repórter. “A Federação dos Servidores do Judiciário fala em “bilhões” de reais pendentes”, escreve ele.
No Ceará, por exemplo, o Ministério Público elaborou um cronograma para quitar os atrasados até 2016. Conforme o planejamento, neste mês os promotores e procuradores estão recebendo uma parcela que deveria ter sido incluída no salário em agosto de 1995. E para arcar com a despesa extra, o governo de Cid Gomes (PSB) abriu um “crédito especial” de R$ 10,3 milhões no Orçamento em outubro passado. Sem o adicional, os procuradores cearenses já ganhariam R$ 24,1 mil ao mês. O governo do Tocantins reservou R$ 13,6 milhões para cobrir os atrasados em 2012. Na Paraíba, um projeto na Assembleia remaneja R$ 4,8 milhões para pagar os benefícios. E no Rio Grande do Norte, o governo deslocou R$ 600 mil para este fim em 2011.